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17/07/2026
O uso de metodologias ativas, que colocam os alunos como protagonistas no contexto de ensino e aprendizagem, é uma abordagem que vem ganhando cada vez mais espaço nas escolas.
Essas abordagens reconhecem a competência dos estudantes na construção do conhecimento no presente, ou seja, no dia a dia, já que a aprendizagem se torna significativa. O levantamento dos conhecimentos prévios, a resolução de problemas, as práticas investigativas presentes nos projetos integradores e a interação com a comunidade, por exemplo, são algumas formas de construir o conhecimento a partir de situações reais.
A seguir, vamos explicar o que são as metodologias ativas, quais são os tipos e benefícios.
Resumidamente, as metodologias ativas valorizam o protagonismo do aluno no processo de aprendizagem.
Isabel Marconcin, que é coordenadora da Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais do Colégio Bom Jesus, explica que os estudantes são incentivados a pensar por si mesmos e a construir suas próprias ideias por meio da resolução de problemas, da aplicação prática dos conhecimentos escolares e da interação com o mundo. “No contexto do Colégio Bom Jesus, essas metodologias buscam formar alunos capazes de compreender a realidade e intervir nela, desenvolvendo competências para decidir, selecionar informações e articular conhecimentos”, reforça.
Como as metodologias ativas funcionam?
O objetivo das metodologias ativas é promover a construção do conhecimento pelos alunos, indo além de um modelo de ensino baseado apenas na transmissão de conteúdos.
Dessa forma, o professor deixa de ser um “explicador” para atuar como um facilitador e mediador, como um “maestro” no processo de ensino e aprendizagem, gerenciando o tempo e o espaço para mobilizar e engajar os estudantes.
Isabel Marconcin conta que a curiosidade natural dos alunos é mote para a aprendizagem por meio da investigação e da descoberta. “Há o respeito pelo ritmo de cada estudante e os percursos investigativos delineiam a trajetória de cada turma e envolvem experimentações, aulas de campo, vivências e práticas, pesquisas e sínteses”.
Por estarem relacionadas a uma aprendizagem significativa, as metodologias ativas contam com a ancoragem de conhecimentos, de modo que os novos aprendizados são vinculados aos conhecimentos prévios dos alunos, intensificando e dando um sentido maior ao que está sendo estudado em sala de aula.
Durante muito tempo, o processo de aprendizagem foi entendido como uma transmissão de conhecimento, em que os alunos ocupavam um papel predominantemente passivo. Com o avanço das metodologias ativas, que não é recente como muitos imaginam, essa visão mudou bastante.
Isto é, nessas abordagens, aprender significa participar, experimentar, questionar e construir novos significados a partir dos conhecimentos e das vivências já existentes. Assim, os alunos atuam com protagonismo, desenvolvendo autonomia, pensamento crítico e conexão prática com o que aprendem. Os princípios das metodologias ativas são:
O saber deve fazer sentido na prática e estar conectado à vida real e aos problemas sociais. Além disso, novos conhecimentos são ancorados em conhecimentos prévios dos estudantes.
Como mediador, ao organizar as propostas, prática e vivências, o professor atua considerando que cada percurso de aprendizagem é único e busca oferecer as melhores oportunidades para todos os alunos, respeitando os diferentes ritmos.
Existe o incentivo para a aprendizagem colaborativa, o trabalho em grupos e a interação entre pares para a troca de ideias e a resolução conjunta de problemas.
Os conteúdos escolares são integrados por meio dos projetos e de eixos temáticos ou “fios condutores”.
Essas metodologias tiveram origem em ideias desenvolvidas ao longo do século XX por educadores e pesquisadores que defendiam uma aprendizagem mais significativa e centrada no estudante. Já na década de 1930, John Dewey criticava o ensino tradicional por apresentar conteúdos distantes da realidade dos alunos e por não prepará-los para os desafios da vida prática.
Depois disso, estudiosos como Maria Montessori, Jean Piaget e Célestin Freinet reforçaram a importância da participação ativa, da experiência e da descoberta no processo de aprendizagem. Por mais que o termo seja recente, seus fundamentos se baseiam em princípios pedagógicos construídos há décadas.
As metodologias ativas podem ser aplicadas de diversas formas. Conheça, a seguir, algumas das abordagens mais utilizadas.
O desenvolvimento em projetos que envolvem pesquisas, planejamento e entregas, quando relacionados com casos reais ou simulados, proporciona aos alunos um aprendizado prático e pautado na resolução de problemas.
A sala de aula invertida propõe que o primeiro contato com o conteúdo aconteça de forma individual, por meio de materiais como vídeos, textos ou podcasts. Depois, as aulas são dedicadas à troca de experiências, percepções e esclarecimento de dúvidas sobre o que foi estudado, além da resolução de problemas e da aplicação dos conteúdos escolares.
A gamificação utiliza elementos de jogos, como desafios, para tornar o aprendizado mais envolvente para os alunos. Assim, a participação faz com que aumentem a motivação e o interesse ao longo do processo de aprendizagem.
Os alunos são estimulados a enfrentar problemas reais, realizando pesquisas, discutindo diferentes perspectivas e construindo soluções em grupo. Esse processo demanda investigação e reflexão, levando os alunos a buscar conhecimentos, formular hipóteses e desenvolver propostas para os diferentes tipos de resolução.
Com o uso frequente da internet, das inteligências artificiais e até mesmo das redes sociais, os dados e as informações estão disponíveis a todo tempo e com a distância de poucos cliques. O contato com esses conteúdos diariamente traz a sensação de que aquilo está sendo assimilado, mas não é o que acontece, já que essa é uma interação passiva e superficial.
É justamente por isso que o pensamento crítico e a possibilidade de transformar os conhecimentos em experiências mais significativas se tornaram cada vez mais importantes durante a jornada escolar. Conheça alguns benefícios das metodologias ativas a seguir:
As metodologias ativas fortalecem a autonomia dos alunos porque os incentivam a assumir um papel mais participativo no próprio processo de aprendizagem. A investigação, a tomada de decisões e a resolução de problemas fazem parte dessa construção da autonomia.
Por estarem mais envolvidas no processo de aprendizagem, as crianças questionam aquilo que estão assimilando em sala de aula. Seja nas atividades, nos projetos ou nas discussões em grupo, todas essas oportunidades estimulam o pensamento crítico e a percepção de mundo.
As discussões e reflexões que transcendem o ambiente da sala de aula fazem parte do engajamento proporcionado pelas metodologias ativas. Quando conectam os aprendizados com experiências cotidianas e situações reais, os alunos conseguem atribuir sentido ao conhecimento adquirido, tornando o processo de aprendizagem mais duradouro.
Uma das grandes necessidades da educação do século XXI é que ela consiga incorporar o exercício de habilidades socioemocionais, que incluem resiliência, empatia, colaboração e pensamento crítico. Essa demanda existe diante do cenário atual, em que discursos de ódio se propagam cada vez mais.
Assim, caso a escola adote as metodologias ativas, é possível que as crianças repensem esses discursos com a autonomia que adquiriram nas suas jornadas escolares. Ao serem incentivadas a questionar, elas adotam uma postura mais crítica e consciente diante das informações que recebem.
O papel do professor nas metodologias ativas é o de facilitador e mediador da aprendizagem, aquele que cria oportunidades para que os estudantes investiguem, reflitam e construam seu próprio conhecimento. Com esse auxílio, os alunos ocupam um papel protagonista no processo educativo, tornando-se mais engajados e responsáveis por sua própria formação.
O Colégio Bom Jesus se apoia nas metodologias ativas por meio de algumas estratégias. Isabel Marconcin explicou sobre algumas delas:
Diante disso, o Colégio Bom Jesus, por meio de uma metodologia única de ensino, a Amorografia, prioriza ainda três pilares para uma formação integral: educação de excelência, valores franciscanos e formação socioemocional.
Essa soma faz com que o estudante que sai do colégio pense na sua escolha de profissão com empatia, já que foi estimulado durante a sua jornada escolar a vivenciar virtudes e ter contato com outras realidades por meio de projetos que integram o Bom Jesus Social e outras iniciativas como o Virtudes e Atitudes.
Se você tem filhos(as) em idade escolar, te convidamos a acessar o nosso site para saber mais sobre os diferenciais dos níveis de ensino que oferecemos: Educação Infantil, Ensino Fundamental - Anos Iniciais, Ensino Fundamental - Anos Finais e Ensino Médio. Se preferir, agende uma visita para conhecer de perto a nossa estrutura e diferenciais.

