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04.10.2018

12 vantagens da abordagem investigativa

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12 vantagens da abordagem investigativa

Aprender fazendo no lugar de aprender para aplicar a partir de um modelo ou de um padrão de respostas demonstrado pelo professor. A educação está mudando em virtude dos avanços tecnológicos, das demandas sociais e das pesquisas relativas à educação. Nesse contexto, é correto afirmar que os alunos demandam outras iniciativas da escola e precisam de estímulos diferentes para que a aprendizagem aconteça.

Diante desse cenário, surge a abordagem investigativa, uma metodologia ativa onde os temas de estudos são problematizados e os alunos desafiados a mobilizar os conhecimentos que possuem para produzir inferências, criar hipóteses e estabelecer conjecturas ou buscar a solução por meio do desenvolvimento de uma estratégia pessoal. Depois, eles compartilham com os colegas as ideias iniciais ou as estratégias utilizadas, analisam as diferentes possibilidades apresentadas, verificam quais ideias podem ser generalizadas e aplicadas a outros contextos, analisam padrões e regularidades, realizam pesquisas, entrevistas, participam de aulas de campo, assistem a vídeos, entre outras possibilidades. Nessa abordagem, o professor atua como mediador e orientador do processo, contribuindo para o aprofundamento da compreensão de um determinado conhecimento e para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade dos alunos em relação ao próprio aprendizado.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I do Colégio Bom Jesus, Isabel Marconcin, a abordagem investigativa pode ser explorada já na Educação Infantil por meio do desenvolvimento de projetos e da problematização dos temas de estudo. “O importante é respeitar os conhecimentos prévios dos alunos e mobilizá-los para a resolução de um problema, mesmo que essa ação exija maior mediação do professor”, conta a coordenadora, que aponta como ganhos dessa prática a oportunidade de:

  • resolver problemas autênticos
  • planejar ações
  • trabalhar de modo cooperativo
  • realizar investigações, pesquisas e entrevistas
  • interpretar resultados, dados ou informações obtidos
  • participar da comunicação dos resultados e dos conhecimentos adquiridos
  • organizar produções individuais e/ou coletivas
  • promover a síntese das descobertas
  • realizar demonstrações práticas
  • refletir sobre o trabalho realizado e as aprendizagens consolidadas
  • desenvolver uma compreensão mais ampla e aprofundada dos temas de estudo
  • ampliar as aprendizagens escolares, extrapolando o âmbito do “conteúdo” por meio do desenvolvimento de habilidades e competências
  • Investigação na Matemática

No Colégio Bom Jesus, um dos componentes curriculares em que a abordagem investigativa traz benefícios concretos é a Matemática. Se tradicionalmente o exercício tinha uma única forma de resolução, muitas vezes apontada pelo professor, hoje as aulas se iniciam com um problema a ser resolvido pelos alunos. “Eles são convidados a ‘fazer matemática’, a colocar-se em ação, a se envolver, a correr riscos, a apresentar e discutir ideias, a defender determinado modo de resolução utilizando uma estratégia pessoal e uma forma de comunicação, que extrapola o algoritmo padrão, apesar de não o negar. A diferença é que o algoritmo ‘padrão’ é o ponto de chegada, não o de partida para a aprendizagem”, conta Isabel.

Isso permite que as crianças atribuam significado e compreendam os conceitos matemáticos. O professor deixa de ensinar as respostas para propor investigações, respeitar as ideias dos alunos, criar o espírito de pesquisa e de aprendizagem colaborativa. De acordo com a coordenadora, “hoje a Matemática não inspira temor e muitas vezes as crianças surpreendem ao resolver problemas, pois utilizam estratégias pessoais assertivas. Além disso, conseguem explicar como pensaram para resolver uma atividade e utilizam argumentos coerentes”, completa Isabel.

Em outros componentes curriculares, os resultados são maior envolvimento das crianças com a própria aprendizagem, a ampliação do vocabulário e da capacidade de argumentação, o desenvolvimento do espírito crítico pautados na resolução de problemas e no “aprender fazendo”, o que contribui para a transferência dos saberes escolares para contextos sociais.

Esse conteúdo foi publicado no Guia dos Pais do G1 Paraná.