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29.11.2018

83% dos brasileiros acreditam que a ciência é muito importante

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83% dos brasileiros acreditam que a ciência é muito importante

Um estudo global feito pela 3M em 14 países avaliou a percepção da população sobre a ciência. De acordo com a pesquisa, 83% dos brasileiros pensam que a ciência é muito importante para a sociedade e 72% dizem que é muito importante para a vida cotidiana. A média global foi de 63% e 46%, respectivamente. Além disso, os brasileiros se arrependem mais de não prosseguir uma carreira na ciência (52%, contra uma média global de 46%). Ainda assim, 84% dos brasileiros acreditam que outros países valorizam mais a ciência do que nós. Para Adalberto Scortegagna, coordenador de Iniciação Científica do Centro de Estudos e Pesquisas do Bom Jesus, formar cientistas é fundamental para o nosso país, já que a pesquisa gera produtos e soluções para os problemas enfrentados pela sociedade, além de permitir o registro de patentes, trazendo divisas. “O investimento em ciência e tecnologia é um dos caminhos que levam um país ao desenvolvimento econômico e social”, conta Scortegagna.

Diante desse cenário, quanto antes as crianças brasileiras forem expostas à ciência, melhor. Isso pode acontecer por meio da criação dos clubes de ciências, metodologia de investigação, incentivo aos questionamentos e também pela curiosidade das crianças. Outro ponto importante é incentivar o aluno a desenvolver visão questionadora e crítica. Para isso, a escola pode oferecer a orientação de professores capacitados a auxiliar o aluno no desenvolvimento de seu potencial investigativo. É o que acontece no Colégio Bom Jesus, em que a visão científica é valorizada desde a Educação Infantil. Já no final do Ensino Fundamental e ao longo do Ensino Médio, existe o Programa de Iniciação Científica, em que os alunos interessados em desenvolver pesquisa recebem a mediação de um professor-orientador, desenvolvendo todos os passos de uma pesquisa científica. O trabalho do aluno é inscrito em Feiras de Iniciação Científica em nível regional e nacional, além de participar da Feira de Iniciação Científica do Ensino Médio (Ficem), realizada todos os anos na Unidade Bom Jesus Centro, em Curitiba.

Melhorias necessárias
Para Scortegagna, o pouco incentivo do poder público e a distância entre universidades, escolas e empresas representam um empecilho que pode ser superado com a participação de todos os sujeitos. “Uma parceria entre escolas e empresas, com o objetivo de desenvolver a pesquisa científica com foco na resolução de problemas, seria bem-vinda e estimularia a ciência e a tecnologia no país desde a Educação Básica”, conta o coordenador, que entende ser papel das escolas particulares oferecer a estrutura física e humana no suporte aos alunos interessados em desenvolver pesquisa científica. Buscar parcerias públicas e privadas a fim de profissionalizar os trabalhos e dar sentido e aplicação às pesquisas desenvolvidas também é outro caminho apontado.

Ainda no que diz respeito à conscientização da importância da ciência, é preciso desmistificar a matéria, demonstrando que os grandes cientistas também foram crianças e adolescentes e tinham os mesmos sonhos e expectativas de nossos alunos. “Vale, também, demonstrar que as grandes descobertas científicas foram precedidas de inúmeras tentativas e erros e que a ciência é uma construção que exige curiosidade, persistência e muita dedicação”, finaliza o coordenador.

Esse conteúdo foi publicado no Guia dos Pais, do G1 Paraná.