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06.12.2018

Trabalho voluntário é atividade para formar alunos

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Trabalho voluntário é atividade para formar alunos

Num momento em que se fala com frequência sobre ajudar o próximo, estreitar os laços entre escolas e instituições que carecem de trabalho voluntário pode ser uma estratégia de formação de alunos, profissionais e cidadãos melhores, além de despertar interesse da própria família por ações sociais. Seja por meio do contato com idosos, outras crianças carentes ou até mesmo refugiados, participar de ações voluntárias traz efeitos também para a vida adulta.

Segundo o professor de Formação Humana do Colégio Bom Jesus, Santareno Augusto Miranda, as crianças hoje estão mais abertas a colaborar com os outros e mais sensíveis aos problemas sociais. “As notícias sobre guerra, refugiados, problemas sociais chegam às crianças por diversos meios de comunicação. Isso contribui diretamente na sensibilização das crianças para ajudar e apoiar o próximo”, observa.

Papel da escola: As escolas que desejam formar crianças e jovens com o olhar voltado para as necessidades de sua comunidade precisam criar mecanismos para que eles possam conhecer, identificar essas necessidades e conviver com as diferenças. Para o professor Miranda, a escola pode incentivar esse processo com informações de conscientização sobre os problemas sociais, palestras, visitas a instituições que trabalham com asilos, creches, colégios municipais e estaduais, orfanatos.

No Colégio Bom Jesus, o projeto Semeando o Bem, um dos braços do Bom Jesus Social, tem promovido palestras sobre como ser voluntário em várias instituições e organizações não governamentais. Dentro do projeto, os alunos ainda visitam creches, asilos e Centros de Educação Infantil de Curitiba (CMEI). Durante os encontros, são desenvolvidas atividades para interação com crianças e idosos. No asilo, por exemplo, os alunos fazem maquiagem nas idosas, jogam cartas, cantam canções, preparam e servem o lanche. No CMEI, fazem brincadeiras de pintura no rosto, desenhos, gincanas e auxiliam servindo o lanche às outras crianças.

Também são realizadas visitas aos centros de apoio aos refugiados haitianos e sírios. “Nessas visitas, além de ouvirem sobre a história do país e como a fuga aconteceu, incentivamos os alunos a interagirem em conversas. Após a visita, os alunos são desafiados a fazer doação de alguma coisa que perceberam ser uma necessidade dos refugiados”, conta o professor.

Outra instituição que o Colégio Bom Jesus tem se disponibilizado a ajudar é o CAIS – Casa de Amparo Irmã Sheila. Quinzenalmente os alunos do Médio da Unidade Divina Providência se deslocam para desenvolver atividades recreativas e reforço escolar.

Integração da família: Muitas famílias têm sido integradas nas atividades voluntárias de seus filhos por meio de iniciativas da escola. Miranda percebe que os pais dos alunos são bem ativos nesse processo, levam e buscam seus filhos ao colégio, compram o que os filhos solicitam para doar às instituições visitadas. Alguns pais também se tornaram voluntários nas instituições já visitadas pelos alunos. “No asilo, um pai de aluno, ao saber que o local não tinha toalhas e cobertores para todos os idosos, comprou duas toalhas de banho e duas toalhas de rosto para cada um. Outros pais são voluntários como professores de língua portuguesa aos refugiados haitianos e sírios, há os que adotaram famílias de refugiados e os que os empregaram em suas empresas e condomínios”, lembra Miranda.

Retorno na vida adulta: A juventude pode contribuir para um mundo melhor, quando, já criança, recebe o incentivo a não só ouvir, mas ver, participar e conviver com realidades sociais diferentes. As virtudes requerem atitudes e essas podem forjar na criança o jovem que terá valores humanistas. “Alguns dos ex-alunos Bom Jesus, que se voluntariaram, seguem com essas atividades na FAE e em outras faculdades”, conta o professor.

Esse conteúdo foi publicado no Guia dos Pais, do G1 Paraná.