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Valores Humanos

26.09.2018

A importância da empatia na escolha profissional

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A importância da empatia na escolha profissional

Rafael de Almeida, 26 anos, está no último período do curso de Psicologia da FAE Centro Universitário. Quem olha hoje para o jovem, satisfeito com a atual trajetória, não imagina as inseguranças e incertezas que o levaram a passar por outros três cursos distintos antes de encontrar a sua vocação profissional. Hoje, próximo de concluir a graduação e inserido no mercado de trabalho, Rafael tem a oportunidade de ajudar outros adolescentes indecisos em um projeto-piloto de orientação vocacional promovido pela FAE.

Com o objetivo de orientar alunos da 2.ª série do Ensino Médio na escolha de uma profissão, o projeto realiza atendimentos que são conduzidos por professores e alunos dos últimos períodos do curso de Psicologia da FAE. Essa atividade está inserida no estágio de Psicologia Escolar, que compõe a grade do curso. Ainda na fase experimental, o projeto iniciou com um grupo formado por cerca de 60 alunos do Colégio Bom Jesus Centro.

De acordo com Rafael, no primeiro encontro com os alunos foram identificadas algumas características e desafios comuns para os adolescentes na escolha do curso superior. “Como podemos observar no dia a dia, os jovens estudantes sentem que há muita pressão da sociedade em relação ao desempenho nos vestibulares. Também há muitos conflitos em relação à preferência da família sobre a carreira a ser seguida com a vocação do próprio estudante”.

Segundo Rafael, a proposta do projeto não é interferir na relação do estudante com a família, mas auxiliá-lo com informações relevantes sobre a vida acadêmica, o mercado de trabalho e como trabalhar as expectativas em relação ao futuro. “Tudo o que o adolescente precisa é de empatia. Ele não quer críticas em relação às suas escolhas, mas um porto seguro, alguém que pare para ouvir e aponte caminhos. É tudo o que gostaria de ter recebido durante a minha adolescência na escola”.

Atendimento personalizado

O projeto de orientação vocacional ocorre em três fases. A primeira teve início em 30 de agosto, quando os alunos do Bom Jesus tiveram uma reunião de apresentação, conduzida pela supervisora de Estágio de Psicologia da FAE Jocimara Chiarello Rocha, que convidou para uma reflexão sobre a escolha profissional. Além disso, os alunos participaram de um bate-papo com a professora da FAE e coaching de carreira Cibele Bastos da Costa sobre o que é carreira e o que está envolvido nas escolhas profissionais. Participaram também de uma apresentação sobre as inteligências múltiplas e a sua relação com a escolha profissional, realizada pelo acadêmico de Psicologia Rafael e conheceram os demais universitários responsáveis pelos encontros de atendimento, que ocorrem em pequenos grupos e de maneira individual.

A segunda fase do projeto está sendo realizada desde o início de setembro, em horários diferenciados de acordo com a escolha dos estudantes: quintas-feiras e sextas-feiras no período da tarde e sábados pela manhã. São reuniões para aplicação de metodologias de orientação vocacional, com dinâmicas de grupo e aplicação de um inventário de interesses. A última etapa deve ocorrer até o final do ano letivo, quando haverá uma devolutiva final e individual para cada aluno e também será feito um convite aos pais que tiverem interesse em conhecer as orientações feitas a seus filhos. Desta maneira, a família terá a oportunidade de alinhar expectativas e de aplicar a experiência adquirida para auxiliar os adolescentes nessa nova etapa da vida.

Autoconhecimento

Para a professora Jocimara, a expectativa com esse projeto é muito grande, uma vez que possibilita inúmeras aprendizagens tanto para os alunos do Ensino Médio do Colégio Bom Jesus quanto para os acadêmicos de Psicologia da FAE. “Sabemos o quanto é difícil realizar escolhas assertivas diante das inúmeras possibilidades de cursos, universidades e profissões disponíveis. Para isso, as técnicas, recursos e conhecimentos da Psicologia podem contribuir muito, levando os estudantes a refletirem sobre suas escolhas, principalmente a partir do autoconhecimento.

De acordo com a especialista, conhecer-se melhor, saber de seus interesses, habilidades e ter alguém para conversar sobre seus receios, dificuldades e limitações torna-se essencial nesse processo, pois pode facilitar a escolha por um determinado curso. “Nesse aspecto, os acadêmicos de Psicologia têm uma grande oportunidade de relacionar todas as aprendizagens construídas ao longo do curso para oportunizar um momento de escuta e poder auxiliar os adolescentes a refletirem de forma ainda mais consciente sobre suas escolhas, principalmente no aspecto profissional. Para isso, como bem enfatizou Rafael, desenvolver a empatia nos contatos com o adolescente é fator essencial de sucesso no desenvolvimento de uma boa orientação vocacional”, conclui.


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