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05.11.2021

Enem: dicas para a reta final

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Enem: dicas para a reta final

A menos de um mês para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é possível que alguns estudantes fiquem mais ansiosos e em dúvida sobre o que devem priorizar. O professor e coordenador de Geografia e do Programa de Iniciação Científica do Colégio Bom Jesus, Adalberto Scortegagna, a coordenadora de Língua Portuguesa e Produção de Textos do Centro de Estudos e Pesquisas (CEP) do Colégio, Cleuza Cecato, e o gerente pedagógico do CEP, Marcelo Favaro, dão algumas dicas para esse momento. Veja abaixo.
 
1 – Revisar alguns conceitos básicos

Nesta reta final, é interessante revisar alguns conceitos básicos das disciplinas. O professor Adalberto lembra que o Enem exige, com certa frequência, questões que envolvem conhecimento inicial dos assuntos. 
 
2 – Identificar qual a melhor forma de estudos

O professor Adalberto avalia que todos os métodos de estudos são válidos. Seja em grupo, individualmente, no ambiente externo ao de casa, enfim, há diversas maneiras de estudar. “Cada aluno deve identificar qual a forma com que mais se identifica e que gera mais resultados”, diz ele. Segundo o professor Marcelo, independentemente da forma de estudo, a organização é muito importante, sobretudo nesta fase. “Na reta final, geralmente o aluno está mais cansado, então é muito importante uma organização dos horários de estudo, pois isso faz com que ele concentre sua energia e não a desperdice em tempo à toa”, aconselha Marcelo.
 
3 – Priorizar temas em que há mais ou menos dificuldade?

Como explica o professor Marcelo, a forma como o Enem é corrigido (modelo da Teoria de Resposta ao Item – TRI) torna mais importante que o aluno foque seus esforços nas competências e habilidades em que se sente mais forte, mais seguro. Assim, provavelmente somará o maior número possível de pontos. Mas é claro que isso também vai depender de como o estudante se sente mais confortável. Questões e conteúdos de anos anteriores igualmente devem ser levados em conta, por isso é importante a escola oferecer possibilidades de revisões durante o ano do Terceirão ou até mesmo um Terceirão revisional, como é feito no Colégio Bom Jesus. 
 
4 – Testar questões anteriores

“Simular a realização da prova em diferentes momentos é um processo valioso que ajuda a compreender o uso do tempo e a maneira de ler e interpretar as questões”, orienta Cleuza. O professor Adalberto acrescenta que o Enem cobra diversas vezes o mesmo assunto, de diferentes formas, por isso é importante refazer questões de anos anteriores.
 
5 – A prova de Redação é uma vilã?

A professora Cleuza garante que é possível transformar a prova de Redação em ‘aliada’ e desmitificar a ideia de que a escrita é um talento. “Escrita é, antes de tudo, um exercício constante de empatia: é preciso enxergar o outro, ler como o outro leria e colocar-se no lugar de recepção de texto para elaborar o melhor processo de comunicação possível”, explica a professora. Ela afirma ainda que o medo da redação pode ser, na verdade, um grande aliado, pois coloca o estudante numa situação de curiosidade. “Crescer intelectualmente é escolher os exemplos que nos fazem andar por esse caminho. Talvez nós, adultos, tenhamos que nos relacionar melhor com a comunicação (falada e escrita) para que os estudantes entendam isso como uma elaboração cotidiana e permanente”, cita a professora. “Hoje, com a ampla divulgação de exemplos de textos, critérios e competências empregados na correção, podemos identificar os pontos de melhoria com base nas competências avaliadas e priorizar momentos de reescrita”, completa Cleuza.
 
6 - O que fazer para se preparar para a Redação?

“Os estudantes podem procurar exemplos de outras pessoas que ofereçam generosidade e exigência na dose certa para aprender a escrever, além de manterem uma rotina de leitura, escrita, reescrita e medidas que permitam perceber as mudanças no próprio texto”, aconselha a professora Cleuza. Escrever sobre temas anteriores ou temas sugeridos pelo próprio Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) é outra dica de ‘treinamento’ (fazer isso observando as competências elencadas nas cartilhas e nas redes sociais do próprio Inep).
 
7 – Quais os temas que podem cair nas provas?

As discussões solicitadas em todas as propostas de redação, no Enem e nos vestibulares estão presentes e previstas nos temas transversais que devem ser abordados ao longo da vida escolar: meio ambiente, comportamento, sociedade, cultura e política. “Nas últimas edições do Enem, temos visto temas sociais e comportamentais sendo privilegiados e isso parece ser uma expectativa”, diz a professora Cleuza. Temas relativos a situações estrangeiras não são esperados, mas conhecimentos de ordem global podem ser empregados como contextualização e intertextualidade. Além disso, ela dá outra dica: é sempre bom seguir o perfil do Inep nas redes sociais, pois nessas redes eles estabelecem um diálogo permanente com os estudantes sobre temas e estratégias para elaboração de texto. Já o professor Adalberto alerta para alguns temas específicos que podem estar na prova, em especial questões ambientais e alguns conceitos relacionados, destacando-se lixiviação, laterização, voçorocas, erosão; biomas (higrófilas, halófitas, ombrófilas, etc.); ações antrópicas que minimizam ou agravam determinados problemas urbanos e/ou rurais, vinculados a inundações, deslizamentos de encostas, desertificação, arenização. 
 
8 – Na hora da prova

Para todas as provas, inclusive o Enem, a professora Cleuza diz que primeiramente os estudantes precisam conhecer suas potencialidades e valorizá-las. Isso implica identificar, ao longo da vida escolar, as áreas com que têm afinidade e perceber quais são suas reais dificuldades. Segundo o professor Adalberto, a forma de realizar a prova do Enem pode ser considerada como uma técnica. Por isso, traz alguns conselhos: “O aluno deve ler a prova do início ao fim com bastante calma e primeiramente resolver as questões mais fáceis. Um terço das questões do Enem são de nível básico e essas questões têm maior valor, pois o modelo da Teoria de Resposta ao Item (TRI) analisa a coerência do aluno e não o número de questões que ele venha a acertar”, diz o professor.
 

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