Esportes, Valores Humanos

12.12.2016

Bom Jesus é pé quente no esporte

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Bom Jesus é pé quente no esporte
Costuma-se dizer que no esporte não há sorte, mas muita dedicação, disciplina e superação. Para os alunos-atletas do Colégio Bom Jesus, que em 2016 obtiveram medalhas, troféus, primeiros lugares, vitórias invictas e muitos outros resultados de alta performance, o famoso “pé quente” teve novo significado. Por meio da campanha solidária “Sou Pé Quente no Esporte”, professores e estudantes arrecadaram mais de 5,5 mil meias usadas, que serão transformadas em cobertores para pessoas atendidas por entidades carentes.

O resultado da arrecadação foi apresentado no dia 2 de dezembro, no Bom Jesus Lourdes, durante a cerimônia de encerramento do ano esportivo. Estiveram presentes as equipes de treinamento, formadas por alunos das Unidades de Curitiba e Região Metropolitana, acompanhados de seus respectivos técnicos esportivos.

Para a coordenadora de Educação Física do Centro de Estudos e Pesquisas (CEP) do Bom Jesus, Ana Zattar, o evento também foi uma oportunidade de se trabalhar com os alunos-atletas os valores humanos, que são observados constantemente nas atividades pedagógicas da Instituição, e ressaltar que os esportes vão além da prática dentro das linhas da quadra, do tatame ou das raias da piscina.

"Procuramos, durante todo o ano de 2016, criar um estilo de vida com base na alegria do esforço, no bom exemplo, no respeito aos princípios éticos fundamentais e universais e nos valores, associando e combinando esporte com cultura e educação, evidenciando, assim, o processo formativo”, ressalta Ana.

A campanha


Durante dois meses, os alunos-atletas arrecadaram para a campanha “Sou Pé Quente no Esporte” meias usadas, velhas, manchadas, furadas e sem par. Agora, por meio de uma parceria com a empresa Puket, as peças arrecadadas passarão por um processo de reciclagem e se transformarão em cobertores para ajudar a quem necessita.

Para se ter uma ideia do impacto da ação, a produção de um cobertor reciclado utiliza cerca de 80 meias. Dessa maneira, as 5.550 peças arrecadadas darão forma a aproximadamente 70 cobertores.

Como fator de motivação, os alunos foram desafiados a dar um palpite sobre o número de meias arrecadadas antes da revelação do resultado. Ganharam prêmios os autores dos 10 palpites que mais se aproximaram da quantidade exata. A aposta mais precisa foi da atleta de handebol Nicole Moletta Gontarski, que indicou o número 5.552. A premiação foi conduzida pelos técnicos esportivos que, ao subirem ao palco, receberam dos alunos uma grande demonstração de carinho por meio de aplausos e muita emoção.

“A meia também foi o tema que conduziu boa parte da cerimônia, pois levou os atletas a uma reflexão mais ampla sobre a função dela como acessório esportivo e como matéria-prima para a transformação em outro produto, o cobertor. Nesse contexto, a figura da meia e o espírito solidário de nossos alunos demonstraram como o esporte pode transformar a realidade das pessoas”, conclui Ana.

Confira algumas imagens do evento na galeria de fotos abaixo.


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